|
Alemanha:
Na época era dividida
em Principados.
Como havia muito conflito entre eles, chegaram no acordo que cada
Príncipe escolhesse para os seus súditos a religião que mais lhe
conviesse.
Princípio administrativo do "cujus regio illius religio".
Os príncipes não se fizeram rogar. Além da administração mundana,
passaram também a formular e inventar doutrinas.
A opressão sangrenta ao catolicismo pela força armada foi a
consequência de semelhante princípio.
Cada vez que se trocava um soberano o povo era avisado que também se
trocavam as "doutrinas evangélicas" (Confessio Helvetica posterior (
1562 ) artigo XXX ).
Relata o famoso historiador Pfanneri: "uma cidade do Palatinado desde
a Reforma, já tinha mudado 10 vezes de religião, conforme seus
governantes eram calvinistas ou luteranos"
( Pfanneri.
Hist. Pacis
Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p.
55)
Holanda:
Aqui foram as câmaras
dos Estados Gerais a proibir o catolicismo. Com afã miserável tomaram
posse dos bens da Igreja. Martirizaram inúmeros sacerdotes, religiosos
e leigos. Fecharam igrejas e mosteiros. A fama e a marca destes
fanáticos chegou até ao Brasil.
Em 1645 nos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante ambos
no atual Rio Grande do Norte cerca de 100 católicos foram mortos entre
dois padres, mulheres, velhos e crianças simplesmente porque não
queriam se "batizar" na religião dos invasores holandeses. Foram
beatificados como mártires este ano.
Em 1570 foram enviados para o Brasil para evangelizar os índios o Pe
Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau "S. Tiago"
quando em alto mar os interceptou o "piedoso" calvinista
Jacques Sourie. Como prova de
seu "evangélico" zêlo
mandou degolar
friamente
todos os padres e irmãos e
jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa
in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978).
Suiça:
O Senado coagido pelo
rei aprovou a proibição do catolicismo e proclamou o protestantismo
religião oficial. A mesma maldade e vileza ocorreram. Os mártires
foram inumeráveis. ( J. B. Galiffe. Notices génealogiques, etc., tomo
III. Pgna 403 )
Suécia:
Gustavo Wasa suprimiu por lei o
Catolicismo. Jacopson e Knut, os dois mais heróicos bispos católicos
foram decapitados. Os outros obrigados a fugir junto com padres,
diáconos e religiosos. Os
seminários
foram fechados, igrejas e mosteiros reduzidos a pó. O povo
indignado com tamanha prepotência pegou em armas para defender a
religião de seus antepassados. Os Exércitos do "evangélico" rei
afogaram em sangue estas reivindicações. (A Reforma Protestante,
Página 203, 7ª edição, em IRC. 1958 )
Dinamarca:
O protestantismo foi
introduzido por obra e graça de
Cristiano II, por suas crueldades apelidado de "
o Nero do Norte".
Encarcerou bispos, confiscou bens, expulsou religiosos e proclamou-se
chefe absoluto da Igreja Evangélica Dinamarquesa.
Em 1569 publicou os 25 artigos que todos os cidadãos e estrangeiros
eram obrigados a assinar aderindo à doutrina luterana.
Ainda em 1789 se decretava
pena de
morte ao sacerdote católico que ousasse por os pés em solo
dinamarquês. ( Origem e Progresso da Reforma, página 204, Editora
Agir, 1923, em IRC )
Escócia:
O poder civil
aboliu por lei o catolicismo e
obrigou todos a aderir à igreja "calvinista presbiteriana". Os
padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era
encontrado celebrando missa era condenado à morte.
Católicos recalcitrantes foram
perseguidos e mortos, igrejas e
mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais
religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos
clandestinos. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 )
IRLANDA
Os camponeses da Irlanda pegaram em armas para defender o catolicismo.
Foram trucidados impiedosamente pelos exércitos de Cromwell.
Ao fim da guerra, as melhores terras irlandesas foram entregues aos
ingleses protestantes e os católicos forçados à migrar para o sul do
continente.
Cerca de
1.000.000 de pessoas
morreram de fome no primeiro ano do forçado exílio.
Esta guerra criou uma rivalidade entre ingleses protestantes e
irlandeses católicos que dura até hoje, e volta e meia aparecem nos
noticiários.
INGLATERRA:
A "reforma protestante" se expandiu rapidamente porque foi imposta de
cima para baixo sem exceção em todos os países em que logrou vingar.
O povo foi obrigado a "engolir" as novas doutrinas porque os reis e
príncipes cobiçavam as terras e bens materiais da Igreja Católica.
Infelizmente nesta época a Igreja era rica de bens materiais e pobre
de bens espirituais.
Foi com os olhos postos nesta riqueza mundana que os soberanos
"escolheram" para si e para seu povo as doutrinas dos novos
evangelistas, esquecidos de que todo ouro, terra ou prata se enferruja
e fenece conforme ensina a escritura:
"O vosso ouro e a vossa prata estão enferrujados e a sua ferrugem
testemunhará contra vós e devorará as vossas carnes" ( Tg 5, 2-3 ).
Prova isto o fato de que as primeiras providências eram recolher ao
fisco real tudo o que da Igreja Católica poderia se converter em
dinheiro.
Inglaterra: foi "convertida" na marra
porque o rei Henrique VIII queria se divorciar de Ana Bolena.
(*)
Como a Igreja não consentiu, ele fundou a "sua" igreja obrigando o
parlamento a aprovar o "ato de supremacia do rei sobre os assuntos
religiosos".
Padres e bispos foram presos e decapitados, igrejas e mosteiros
arrasados, católicos aos milhares foram mortos.
Qualquer aproveitador era alçado ao posto de bispo ou pastor.
Tribunais religiosos (inquisições) foram montados em todo o país. (
Macaulay.
A História da Inglaterra. Leipzig, tomo I, página 54 ).
--------------------------------------
Autor: Dr. Udson Rubens
Correia
Fonte:
www.veritatis.com.br
A Infância Negra do Protestantismo
Como se Expandiu a "REFORMA" no Século XVI E XVII?
---------------------------------------------
(*).
Vamos recordar o caso "clássico" de Henrique VIII, rei
da Inglaterra:
Henrique VIII, casado com Catarina de Aragão (filha do rei
da Espanha) apaixona-se por Ana Bolena e pede ao papa para "anular "
seu casamento. Evidentemente o Papa Clemente VII não consentiu. Então
ele decretou que o Papa não teria autoridade sobre a Inglaterra, e
ai começou a “Igreja Anglicana”, cujo chefe supremo era o próprio rei.
Em 1536 o rei manda matar Ana Bolena, acusando-a de adultério e
casou-se com Jane Seymor; depois da morte desta, desposou Ana Cléves,
com a qual ficou pouco tempo. Divorciando-se desta, uniu-se a uma
jovem de 17 anos, Catarina Howard, que
também foi considerada leviana e condenada à morte; Já com 50 anos o
rei tomou Catarina Parr, como a 6ª ”esposa”, com a qual conviveu até
sua morte 6 anos depois, em 1547.
- Aí se vê como o
diabo cria uma religião, do jeito que ele gosta: Cheia de adultérios,
assassinatos e todo tipo de perversidade !!!
Em 27.05.2008
Nilton Fontes
Mais Inquisição Protestante
|
|